• Gabi Bedinelli

Ansiedade: Desmistificar e ter ferramentas para lutar contra



Dica: Essas são opções de práticas para a Parte 1: Expansão da autoconsciência.

Lembretes importantes:

- Se respeite, não se cobre ou tente aplicar tudo de uma vez. Entenda o que se encaixa em sua vida, rotina atual e suas preferências,

- Quando se identificar com alguma prática ou achar interessante, faça um compromisso com você mesmo para encaixá-la em sua rotina. Como seres humanos, somos seres de hábitos. Se não reforçarmos para nós mesmos a importância dessas ferramentas durante algumas semanas, não iremos mudar nosso dia a dia.

- Não há certo ou errado para nenhuma dessas práticas.

- Leia mais sobre as 4 partes no blog “Dicas e etapas que podem nos ajudar a refletir, olhar para dentro e nos conectar”


Vivemos em uma época na qual a ansiedade está cada vez mais presente em nosso dia a dia. Cada vez conhecemos mais pessoas ansiosas e cada pessoa que conhecemos faz com que tornemos isso mais comum e sem importância. Mas não é! E para aprofundarmos um passo a mais na nossa expansão de consciência é importante entendermos porque não podemos banalizar esse conceito e como fazer para sairmos do estado ansioso em nossas vidas.


Para começar, é interessante entendermos como nosso corpo funciona. Quando vivíamos na época das cavernas, estávamos constantemente lutando pela nossa sobrevivência. Se encontrássemos um leão, precisaríamos focar 100% de nossa energia para lutar ou fugir. Para que isso acontecesse da melhor maneira, ao perceber uma situação de perigo nosso cérebro “mandava um sinal para nosso corpo” (ou, em palavras científicas, ativava o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, HPA) e nosso corpo reagia aumentando nosso potencial de luta ou fuga. Ou seja: taquicardia, para bombear mais depressa nosso sangue; tensão muscular, para fortalecer os músculos na luta; diminuição da circulação nas extremidades, caso sofrêssemos algum corte ou machucado; vontade de ir no banheiro, para esvaziar nossa bexiga e intestino; perda na agilidade do raciocínio, pois estamos focados no movimento e na ação.... O nosso corpo, perfeito e para nos proteger, modificava diversas funções ao mesmo tempo e só quando percebia que o perigo havia passado voltávamos ao nosso estado normal.


Qual o problema desse mecanismo? Nenhum, quando vivíamos em uma época em que precisávamos lutar contra animais gigantes para sobreviver todos os dias. A diferença é que hoje vivemos em uma sociedade moderna, mas nosso corpo e mente ainda não se adaptaram à essa nova realidade. Dessa maneira, quando recebemos uma bronca do nosso chefe, quando brigamos com nosso(a) marido/mulher ou quando temos um evento importante, nosso cérebro manda a mesma mensagem de perigo e nossas funções biológicas se modificam da mesma maneira. O problema é que temos diversas saídas para as atuais situação que, na sua grande maioria, não envolvem lutar ou fugir, mas nosso corpo fica preparado fisicamente para essas duas situações.


Ok! Então ansiedade nada mais é do que a reação do nosso corpo ao stress. No entanto, a maneira que o corpo reage afeta nossos sistemas de uma maneira física que atrapalha nosso dia a dia e vida em plenitude. Sendo assim, não podemos considerar como “o mal do século” e não fazer nada para sair desse estado. Temos 2 dicas de ferramentas simples que podem nos ajudar nesses momentos:


1- Racionalizar os motivos da ansiedade: Se ansiedade é a nossa reação inconsciente à momentos de perigo, precisamos parar e entender o que estamos considerando como “perigo”. É uma apresentação importante que teremos que fazer? É sair com aquela pessoa especial que estamos esperando há meses? É mudar de casa? O segredo aqui é: Não importa qual seja o motivo, precisamos entender se é um perigo real ou não. Se chegarmos a conclusão que é, a segunda pergunta deve ser: “Ok, o que eu posso fazer agora para evitá-lo?” Você tem ação para evitar que isso aconteça? Se sim, ótimo! Faça um plano de ação e mão na massa! Se não, racionalize que não há nada para ser feito agora e entenda que se preocupar com isso não irá mudar em nada o evento. Lembre-se que a única coisa que está em nossas mãos é o presente! O passado não pode ser alterado e o futuro não pode ser controlado.


2- Respire! Respirar profundamente nos ajuda duplamente. Depois de fugir do leão, nosso corpo sabia que não estávamos mais em perigo quando respirávamos profundamente para descansar e recuperar o ar. Nesse momento, o cérebro entendia e parava de mandar os sinais de luta ou fuga para nosso corpo. Segundo, já que o segredo é vivermos o presente e entendermos que só temos poder de ação no agora, uma das melhores maneiras de se conectar com o agora é respirando.


Desmistificar a ansiedade e torná-la tangível através do entendimento da nossa evolução como seres humanos foi essencial para eu parar de achar que lutava com um inimigo invisível e conseguir aplicar ferramentas no meu dia a dia que diminuam seus efeitos e recorrência. Você pode tentar! Teste essas duas práticas no seu dia a dia e depois compartilha com a gente o que achou! Está ajudando? Você tem alguma outra prática que utiliza? Divide aqui! :)


Gabi Bedinelli

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