• Gabi Bedinelli

As dificuldades que podemos encontrar na jornada



A busca por mais sentido em nossas vidas é algo importante para encontrarmos mais plenitude e felicidade, mas sabemos que não é fácil. Encontramos diversos obstáculos pelo caminho e talvez, saber que eles estarão presentes pode nos ajudar a não desanimar quando aparecerem. No meu caso, 4 grandes desafios fazem parte da minha jornada.


O primeiro obstáculo que encontrei antes de começar a me interessar sobre o assunto foi “a vida como ela é”. Quero dizer, tinha me formado há poucos anos na faculdade e estava com uma carreira promissora em uma empresa multinacional. Estava feliz com meu namorado e me programando para morar junto com o Arthur. Tinha uma família e grupo de amigos incríveis, que encontrava todo final de semana. Afinal, o que estava errado? Como podia não estar feliz ou completa? Quando chegava em casa à noite, sempre super cansada do trabalho, só queria comer e ver um filme. No máximo planejar o que fariamos no próximo final de semana. E era isso! Aparentemente, o que mais poderia querer?


Da maneira que crescemos, sortudas são as pessoas que começam a se questionar cedo o que realmente querem e o que as fazem felizes de fato. Muitos de nós cresce com a falsa imagem de que quando alcançarmos um trabalho que de dinheiro para bens materiais/ viagens e parceiros (família, amigos, companheiro..) que nos amem, teremos alcançado a felicidade. O que não entendemos é porque, mesmo com tudo isso, às vezes permanecemos com uma sensação de vazio ou inquietude. E a resposta está no propósito: a verdadeira felicidade está em nós mesmos. Obviamente ter essas coisas ao nosso redor pode nos ajudar, mas se não vivermos de acordo com nossa vocação, será muito difícil encontrarmos a plenitude. Mas infelizmente, essa não é uma constatação fácil de chegar. Podemos até entender e sentir que algo está errado, mas responder o que é exatamente, considero que foi minha primeira grande dificuldade. O Arthur já vinha tentando falar comigo sobre o tema há algum tempo, mas aquilo ainda não fazia sentido para mim. Foi só depois da leitura de “O velho e o menino” que despertei interesse e iniciei minha jornada.


Logo no início, me deparei com a segunda dificuldade: Por onde começar? Procurei na internet, perguntei para amigos e demorei um tempo para encontrar conteúdos que fizessem sentido para mim (inclusive por ter passado por isso também, eu e a Milly resolvemos iniciar o projeto Mais Propósito). Depois de encontrar as leituras que faziam sentido para mim, fiquei muito animada e comecei a buscar sempre mais conhecimento. No entanto, essa animação foi muito mais fácil de ser mantida quando estava de férias ou nos finais de semana, quando tinha tempo livre. Ao viver minha rotina, era consumida pelas atividades diárias e passei pela terceira dificuldade: Não encontrava tempo e nem energia para me dedicar à minha busca. Me sentia culpada e frustrada com isso e comecei a me afastar do tema. No entanto, entendi que essa jornada faz parte da minha evolução e que, para fazer mais sentido, ela também teria que ser parte do meu dia a dia, mas de maneira leve e sem obrigações. Parei de me cobrar que lesse ou tive ideias e insights todos os dias. Me permitia chegar cansada alguns dias e só jantar assistindo Netflix. Acho que não me cobrar tanto foi essencial. Dessa maneira, entendi que em paralelo podia tentar encontrar pequenos prazeres na minha rotina, que tivessem relação com as atividades que me alegravam. Passei a buscar o equilíbrio entre meu dia a dia e minha busca, da maneira mais leve possível e me permitindo fazer o que sentia vontade.


Fora tudo isso, há uma quarta dificuldade que, por mais que mais presente no início, as vezes teima em reaparecer: pensamentos sabotadores, como “Isso não é para mim” ou “Não cheguei na fase da minha vida de pensar sobre isso ainda” ou “Primeiro preciso cuidar de mim e curar alguns medos, antes de iniciar minha jornada”. Porém, quando eles vêem me lembro que é importante tentar primeiro, antes de ter alguma conclusão sobre meu caminho.


Por ser uma busca complexa e longa, que contém um misto de curiosidade, medo e ansiedade por trás, às vezes nós mesmos colocamos obstáculos para não começar ou adiar. Mas vamos dar uma chance primeiro! Por mais que não seja fácil, saber internamente que estamos no caminho nos dá muita energia para continuar. É muito gratificante encontrar algo que dê prazer e preencha a sensação de vazio. Por isso, acredito que devemos nos unir e buscar sempre maneiras de continuar evoluindo em nossas buscas!


Gabi Bedinelli

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