• Gabi Bedinelli

Qual a relação entre acomodação, grandiosidade e momento?

Quando escrevi sobre o que vem se transformando para mim, comentei como a minha percepção sobre o tema “propósito” mudou ao longo dos últimos anos. Conversando com o meu pai, Luis Fernando Almeida, sobre o tema, fui inspirada a escrever mais um pouco sobre isso e aprofundar um pouco mais sobre como aprendi a viver esse assunto no meu dia a dia, tornando a busca muito mais leve, proveitosa e feliz :)


A cada minuto de nossas vidas somos levados a fazer escolhas. Precisamos decidir se queremos levantar da cama ou apertar soneca, se tomamos café ou suco, se vamos trabalhar de carro ou ônibus.... Muitas dessas decisões são feitas de maneira automática e nem pensamos muito sobre elas. No entanto, cada mínima decisão pode ter um impacto futuro. Desde as mais simples, como apertar soneca no despertador pode fazer eu me atrasar para um compromisso ou ter que correr para chegar onde preciso; até mais difíceis, como não me estressar com uma mensagem no Whatsapp as 07:00am pode deixar meu dia muito mais leve. Consequentemente, pensamos menos ainda como vários desses acontecimentos e atitudes diárias podem impactar nossas vidas nos próximos meses/anos.


Meu pai fez uma comparação que ajudou muito a clarear minha visão sobre o assunto: “Para uma corrente aumentar, cada elo precisa se unir a outro próximo, não podemos querer pular direto para outra ponta”. E quando penso nisso, entendo porque há alguns anos ficava tão frustrada e angustiada ao pensar em propósito.


Eu, assim como diversas outras pessoas que conheço, sou muito ansiosa. Nunca fui muito paciente para esperar um resultado de algo que queria muito, nem me atentar as consequências das minhas atividades do dia a dia e menos ainda pensar em minhas ações como diversos elos que formariam uma corrente no longo prazo. Com a busca pelo propósito, não foi diferente. Comecei a me perguntar o que deveria mudar imediatamente na minha vida para ser mais feliz. Assisti o filme “Comer, Rezar e Amar” e falei: “Pronto! É isso! É só eu largar tudo e passar um ano viajando o mundo que vou me encontrar!”. Tenho algumas amigas que tomaram essa decisão. Algumas realmente se encontraram e vejo que são pessoas muito mais felizes e realizadas hoje. Outras não, voltaram até antes do planejado, pois se decepcionaram quando viram que a angústia não passava. Foi aí que comecei a entender que não importa que eu faça um grande ato. Que se essa grande ação não for precedida de diversas pequenas ações, reflexões e preparações, não vai adiantar. Que largar tudo para viajar o mundo só será a resposta se eu estiver pronta, aberta e, mais importante, decidida do que quero encontrar.


Entendi que qualquer objetivo que tiver na vida, eu não posso imaginá-lo como algo longe ou muito no futuro. Tenho que enxergar como algo a ser construído e é através dessa construção que vou acertar e errar, evoluir.


Entendi que existirão milhares de “mini momentos” durante o percurso e a busca por esse objetivo. A questão não são os acontecimentos de cada minuto, que na maioria das vezes sequer prevemos, entendemos ou controlamos. Mas sim como eu reajo diante de cada um deles. Isso sim, depende de mim e eu posso controlar. Isso é de dimensão humana. O passado e o futuro não são. Podemos e devemos aprender com o passado. E o futuro será a consequência das escolhas que fazemos no presente, a cada segundo. Ou seja, se eu construir cada pedacinho do meu caminho na mesma “frequencia” do meu objetivo futuro e principal, não tem outro cenário se não eu alcançá-lo.


E a melhor parte? Eu nem preciso saber qual é o meu objetivo claramente! A busca pelo propósito é o exemplo mais claro disso para mim. Durante muito tempo perdi tempo me perguntando “Qual o meu propósito?” “Por que vim para esse mundo?” “O que devo fazer da minha vida?”. Eu não precisei ter essas respostas para iniciar minha jornada, quando percebi que seu eu estiver aberta a vivê-lo e atenta às pequenas decisões do dia a dia eu serei naturalmente levada à alcançá-lo.


Isso não significa que fiquei parada, acomodada e “deixei a vida me levar”. Só significa que parei de me preocupar tanto com qual seria a mudança grandiosa que precisaria fazer na minha vida e comecei a entender cada momento como uma oportunidade de escolha. De escolher sempre o melhor para mim e para as pessoas ao meu redor e confiar que esses pequenos atos vão me levar à uma vida mais feliz e com mais significado.


*Papito, você é mais um exemplo de pessoa inspiradora na minha vida! Obrigada por essas reflexões e por ser meu exemplo, sempre. Te amo!


Gabi Bedinelli


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